segunda-feira, 29 de março de 2010

Quebrando paradigmas sobre praia e calor

Quando se mora no Brasil, normalmente se tem o paradigma: no verão, temos praia+calor! Aqui no Chile, depois que fui a Valparaíso e Viña del Mar, tive que desassociar praia de calor =/ Mas mesmo assim, a viagem foi super boa!!

Resolvemos eu e o Romildo aproveitar os poucos dias que ele estava no Chile para irmos a Valparaíso e Viña no domingo depois do meu aniversário. O problema é que para aproveitar as duas cidades, tivemos que sair de Santiago às 07:00 (lembrando que isso foi na manhã depois do meu niver e que eu cheguei às 05:00 em casa). Saindo de casa, resolvi pegar um casaquinho, porque de madrugada estava um pouco frio, mas estava de havaianas, afinal ia para a praia...

Chegamos em Valparaíso às 8:30 e surpresa: 15º e MUITA neblina. Imagine meu bom humor: frio, fome, sono, um cachorro de rua nos seguinho e quase tudo fechado. Pensei: "Que beleeeeeza vai ser esse passeio!" Mas quando a companhia é boa, qualquer programação fica ótima! ;)

Valparaíso é uma das cidades mais antigas do Chile e durante muitos anos foi o coração econômico do país (antes da construção do canal do Panamá, a rota Atlântico-Pacífico era feita pelo estreito de Magalhães e Valparaíso era um importante porto no caminho). A cidade foi tombada como patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO em 2003. É uma cidade boêmia, cultural, universitária, colorida, alegre, com várias ladeiras e morros. Vale muita a pena de conhecer. Passeamos pelo centro, visitamos uma das casas do escritor Pablo Neruda (La Sebastiana), conhecemos o Museu a Ceu aberto, alguns outros museus e casarões, o porto...enfim, o que foi possível como turistas pedestres. 

Pegamos um metrô de superfície e fomos para Viña del Mar fechar o passeio. O sol foi aparecendo durante o dia, mas mesmo assim, ainda estava nublado. Viña é uma cidade mais turística, com muitos hotéis, praias e uma infraestrutura mais bem preparada para receber turistas. Conhecemos o famoso relógio de flores, uma praia, o centro da cidade, o cassino, alguns museus e feirinhas. Bom, pode ser que algum dia do ano, faça um dia super bonito, com calor e seja convidativo ir à praia lá. Mas era verão, o tempo estava nublado e a água MUITO gelada, que chega a doer, literalmente. Só tive coragem de molhar os pés e mesmo assim com direito a "gritinhos". É, tive que quebrar esse paradigma....


Voltamos para a casa antes de escurecer para podermos descansar um pouco ainda em Santiago, mas mesmo muito corrida, valeu a pena a viagem!


segunda-feira, 22 de março de 2010

Mais perto dos 30 que dos 20!

Bom, como meu blog resolveu fazer greve, não estou conseguindo fazer upload de fotos, então esse post vai ser mais texto e coloco o link aqui para as fotos!

O título já diz tudo: estou mais perto dos 30 que dos 20! Fiz 26 anos no dia 13 de fevereiro. O engraçado é que não me sinto muito com essa idade. Pode ser que tenho aquela imagem pueril que uma mulher de 26 anos já está com a vida feita, já casada, e quem sabe já com filho. Afinal, nessa idade minha mãe já tinha 3 filhos! Pode ser que eu ainda me sinta bem moleca e as pessoas em geral achem que eu sou mais nova. Mas eu realmente não tenho problemas com minha idade, a única preocupação é viver bem esse ano!

Quem me conhece, sabe que eu adoro aniversário. As pessoas celebram a sua vida! Bonito isso, não? Sempre acontece de receber algum tipo de mensagem de parabéns de pessoas queridas que estão longe, que estão sumidas, que estão presentes, que estão perto e de também não receber mensagens escritas ou fonadas, mas saber que as pessoas pensaram em você e estão agradecendo a Deus (ou sua divindade ou o acaso) por você participar de sua vida.

Esse foi meu primeiro aniversário fora do Brasil, e isso quer dizer longe da minha família e de muitas pessoas queridas. Foi uma experiência bem legal, ver que os laços são mais fortes que a distância. Foi maravilhoso receber ligações inesperadas (valeu Fê, Irinão e cuñis) e visitas inesperadas (valeu, meu amor!).

O melhor presente foi receber meu namorado em Santiago, em pleno carnaval (aí no Brasil) e Valentines (dia dos namorados aqui no Chile), ainda mais chegando um dia antes do combinado, pra me fazer surpresa. Amei a companhia, foi muito especial!!

Para meu niver esse ano, comemorei com almoço super gostoso aqui perto de casa, passeio no Cerro San Cristóbal (vou fazer um post só sobre ele) e juntei o pessoal da AIESEC e do trabalho em um lugar chamado Vitamina. Foi bem legal ver a galera reunido, uma mistura de pessoas já queridas, pessoas que conheço pouco mas já tenho grande simpatia, pessoas que não conhecia....

Enfim, como disse o grande poeta chileno, Pablo Neruda: "confieso que he vivido" esses 26 anos! Que venham os próximos!

domingo, 14 de março de 2010

Caribe gelado!

Este post já estava quase pronto quando aconteceu o terremoto. Daí, deixei pra um pouco depois. Mas essa viagem já faz algum tempinho....

(Alguma coisa aconteceu com meu blog e ele não está fazendo upload das fotos, por isso, vou colocar todas neste link, vale muito a pena ver!!!)

A segunda viagem no meu intercâmbio foi para um lugar chamado Cajón de Maipo (agora sim eu viajei dentro do Chile! hahahahaha). Esse lugar atrai turistas por suas montanhas, natureza, rio...tem várias opções de camping, pousadas, hotéis e passeios de trekking, rafting e outros esportes de aventura. 

Mas como bons trainees, fizemos o passeio versão econômica mesmo, fomos só passar o domingo: eu, Marina, Rafa (outro trainee brasileiro que é de Brasília), Carlos (que é Vice Presidente de Comunicações da AIESEC Santiago, e foi trainee em Brasília) e o Marco. Chegamos, passeamos pela cidadezinha que fica perto (San Jose de Maipo), almoçamos e fomos conhecer a região.

Bom, não vou ficar tentando descrever como é a paisagem, só digo que por mais que a água pareça azul, ela é muito mais ao vivo! Uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida! Imagina uma estradinha super estreita, cheia de cascalho, com um monte de curvas...de repente, ao sair de um curva, você se depara com uma represa cercada de montanhas (com outras com um pouco de neve ao fundo), com água cor turquesa. É de tirar o fôlego!

Foi um passeio mais tranquilo, mas super bom! Recomendo fortemente, mas tem que chegar até o ponto chamado "Embase del Yeso", que é essa represa).

Mas tive que quebrar um paradigma: normalmente eu ligava água azul turquesa ao Caribe ou Nordeste, ou seja, água quente! Tsc, tsc, tsc, aqui a água é de doer os pés de tanto frio! Me contentei em só molhar os pés e olha lá! Meu senso de aventura para por aí! hahahahhaha

Beijos

segunda-feira, 8 de março de 2010

Experiência tremenda no Chile!

Não podia deixa de postar algo sobre o terremoto de 8,8º na escala Richter, sétimo mais forte da história, que aconteceu no Chile na madrugada de sábado dia 27 de fevereiro de 2010. Primeiramente, para deixar registrado essa experiência vivida, afinal, não é todo dia que se está presente em um terremoto (principalmente sendo brasileira), né?  Depois, para deixar registrado meu relato sobre o acontecimento e dar notícias às pessoas!

Bom, não posso deixar de mencionar uma coincidência: alguns dias antes do terremoto no Chile, aconteceu um terremoto na Guatemala, que foi reportado pela intercambista Renata, de Vitória, em seu blog (aliás, recomendo fortemente a leitura, dou muitas risadas com os relatos dela, fica a dica!). Deixei um comentário dizendo algo como "quem sabe eu não faço também um post sobre algo parecido no Chile?" Eh, tenham cuidado com o que pedem! hahahhahaha

Não vou colocar estatísticas do terremoto nem vou fazer um relato de dar medo (sugiro a leitura do blog da Marina, está bem mais completo neste sentido). Vou apenas relatar o que passei e colcocar algumas fotos que tirei na hora.

Como muitos já sabem, tenho um sono muito pesado, então demorei um pouco para acordar com o terremoto. Ele começou fraco, como os tremores que muitas vezes acontecem aqui. Aos poucos, foi ficando mais forte e durou 3 minutos. Estava dormindo em minha cama, acordei e demorou um pouco para eu entender o que estava acontecendo. Quando escutei as janelas tremendo, portas batendo e algumas coisas que vidros caindo e quebrando, entendi que era um terremoto! Vi quando o transformador da rua explodiu (fiquei meio confusa, achando que era um raio) e já não podia sair do meu quarto pois para sair do apartamento, teria que passar pela cozinha, onde existem mais coisas "quebráveis". A única reação foi segurar no colchão e rezar pra passar. (nessa hora, nem dá pra lembrar os emails que vc recebe dizendo o que fazer neste caso...). Quando parou, saí do meu quarto e comecei a procurar as meninas pelo apartamento, no maior breu! Enquanto isso, fui registrando a bagunça...

Meu quarto (mãe, juro que ele não é tão bagunçado assim normalmente!!)

Parte do meu quarto e banheiro

Cozinha (quebraram copos, pratos, garrafas e potes, mas nada mais grave)

O fogão deu uma "andadinha" e quase bloqueou minha passagem (meu quarto fica depois dessa porta)



Esse móvel verde com a televisão andou quase 2 metros

Móvel da entrada do apartamento

Com a luz da minha máquina, fui vendo o caminho e procurando as meninas. Todas estavam bem, só faltava a Marina. Procuramos um tempão e não encontramos, então imaginei que ela já tinha descido os 6 andares. Quando chegamos no térreo, vários moradores estavam lá, se aglomerando na calçada mesmo. A Marina estava lá e no susto, depois do terremoto, desceu de pijama e meia! hahahahaha Daí ela pegou emprestado um sapato de um trainee costa riquenho porque estava meio friozinho.

Marina (com trajes super sexy), Natália e Cris em frente ao prédio

Ficamos esperando até a luz voltar, que aconteceu umas 6h da manhã. A luz voltou, mas e a coragem para dormir nos quartos?? Não queria voltar a dormir na minha cama de maneira nenhuma (ainda mais que meu colchão é de mola e qualquer movimento que se faça, ele já fica mexendo, imagina com um terremoto...). Acabamos dormindo todas meninas na sala, juntas. Parecia um acampamento ou TREMNs de antigamente (piada interna para AIESEC)

Ficamos acampadas na sala por pelo menos uns 5 dias! hahahhahahaha

A internet voltou umas 10h da manhã e ficamos praticamente o sábado e domingo por conta de enviar notícias ao Brasil. Sabíamos que as notícias que chegariam aí pelos jornais e televisão não seriam as melhores. Infelizmente só as piores partes do terremoto são noticiadas. Parecia que o Chile inteiro estava destruído devido ao enfoque dado, tanto pela mídia internacional quanto pela nacional. O terremoto foi grave, levamos o maior susto, mas comparando a força destrutiva com a destruição realmente efetivada, não aconteceu quase nada em Santiago (lembrando que o terremoto aqui foi de 8,8 graus e do Haiti foi de 7 graus, e que a escala Richter é super exponencial, o que sentimos aqui foi mais ou menos 180 vezes mais forte). As contruções são bem mais preparadas e as normas bem mais rígidas. A maioria dos prédios são feitos para balançar e não cair. As únicas construções que caíram em Santiago foram casas muuito antigas (mesmo assim caiu alguma parte e não toda) e algumas pontes. Por isso, nossa rotina voltou praticamente ao normal na segunda mesmo (só o nosso elevador azul-verde-turquesa está fechado por precaução). 


É claro que as cidades que estavam mais perto do epicentro sentiram muito mais e a situação é bem diferente: muitas casas foram destruídas, tiveram problemas de abastecimento e saques, algumas cidades pequenas foram atingidas por tsunamis...O ponto positivo é ver que as pessoas estão se mobilizando pela causa. Cada um está fazendo o que se pode e várias organizações estão promovendo campanhas e tals. No meu trabalho, fizemos uma vaquinha para comprar cestas básicas e vamos promover visitas mais pra frente (quando essa euforia abaixar, a atenção da mídia não estiver mais tão focada e as ajudas estiverem mais escassas...) Aconteceu até um "Teletom" Chile ayuda Chile para arrecadar fundos. 


Em situações extremas assim é que vemos o melhor e o pior de um povo. É realmente interessante ver como o povo chileno está reagindo (e na minha visão, muito bem) à tragédia. Além da parte da reconstrução, existe um movimento de levantar a moral do povo, para que o país continue e não pare. Por isso, a presidenta pediu aos cidadãos para exibir a bandeira do país em suas casas, e andando pelas ruas, não há lugar onde não se veja uma (até no meu prédio tem um mastro com uma bandeira!).


Bom, foi uma experiência e tanto, mas em nenhum momento pensei em voltar. Quero continuar aqui pra terminar meu intercâmbio, aproveitar essa oportunidade única, aprender ainda mais com o país e sua gente, aprender mais sobre eu mesma (por exemplo: eu posso me permitir estar frágil e carente, e o valor de estar com a cabeça no lugar em situações como essas). Foi muito importante estar com as meninas nesse momento, uma dando força para a outra, segurando a barra. Sem elas, teria sido muuuuuuuuuuito mais difícil, com certeza! Muito obrigada também àqueles que mandaram pensamentos positivos, mensagens, emails e se preocuparam comigo. Obrigada pela força! Mas podem ficar tranquilos que estou bem! =)


Também posso dizer que agora estou muito mais informada do que é realmente um terremoto e como reagir nessa situação. Sei também que a probabilidade de acontecer um outro por agora é praticamente nula. A única coisa chata depois de terremoto são os tremores (mais conhecidos como réplicas), que no nosso caso, devem demorar uns 2 meses. Esses tremores são fracos, normais e são resultado da acomodação das placas depois de um terremoto. Os terremotos fortes no Chile estão acontecendo mais ou menos de 25 em 25 anos (1960, 1985, 2010...). Então, não quero estar aqui em 2035! hahahahhaha

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Mudança de endereço!

Este post está até um pouco velho, mas ainda é digno de estar aqui. Quando cheguei a Santiago, fiquei duas semanas hospedada temporariamente no apartamento de um alumnus que também trabalha na IGT (o Felipe). Eu estava esperando passar duas semanas dormindo em sofá até me mudar para outro lugar. Para minha grata surpresa, tive um quartinho só pra mim, super arrumadinho!

Meu primeiro cantinho em Santiago!

Nem cheguei a desfazer as malas, porque logo arrumei um novo destino: iríamos (Marina e eu) com mais duas trainees: a Carol (brasileira de Ribeirão Preto) e Cristina (mexicana). 

Minha família no Chile (Marina, Carol e Cris)

 Nem mudaria de bairro (aqui eles chamam de comuna), continuaria em Providencia, o que me agradou muito, porque é um lugar sensacional, tem até certificação ISO!! Além disso, iria ficar perto do Metro (estação Tobalaba) e na mesma comuna do meu trabalho. Perfeito!


Rua de casa (Avenida El Bosque Sur)

Calçada do meu prédio (rua super tranquila)

Meu prédio! =)

Algumas pessoas me perguntaram como é o lugar onde eu vivo e tals. Mais fácil que colocar um monte de fotos do apartamento e quarto, resolvi fazer um house tour por vídeo! Espero que gostem!!


O tour começa no elevador verde/azul, bem antigo...



Beijos a todos!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A Gigante, a "piolheira" e o terremoto

Sei que o título deste post parece nome de filme cult, mas isso tudo aconteceu na sexta, 29 de janeiro. 

O mês de janeiro aqui em Santiago foi dedicado a várias manifestações artísticas, incluindo festivais de teatro, shows e exposições: "Santiago a Mil". Passou por aqui uma companhia de teatro francesa chamada Royal de Luxe com o espetáculo "La Pequeña Gigante". Pense em uma marionete de 6 metros andando pelas ruas da cidade, arrastando uma multidão de mais ou menos 500 mil pessoas, entre turistas, crianças, vendedores ambulantes e todo o tipo de gente que mora em Santiago. Fomos na sexta ver a tal boneca, enfrentamos uma muvuca total e....ela estava "dormindo", só iria acordar no outro dia. Mas valeu pela experiência e por conhecer um pouco mais a cidade.

Todos tentando tirar fotos da pequena gigante

Close na "Bela Adormecida" da família do Pinóquio
Uma amostra da multidão que queria ver a atração

Que delicia de calor humano (Marina, Rafa e eu)!

Depois do encontro frustado com a boneca, fomos conhecer um outro ponto famoso de Santiago: "La Piojera". Sim, o nome quer dizer o que parece mesmo, algo como a piolheira. É um lugar difícil de explicar, mas pé-sujo é um bom adjetivo. 
 Marina, Melissa e Carol na frente da Piojera, que por fora até engana..

Fomos um grupo de trainees para conhecer o lugar e experimentar o drink mais famoso: o Terremoto. É uma mistura de vinho branco, sorvete de abacaxi e pisco (destilado de uva). em um copo de 500ml. Nem preciso dizer que todo mundo descobre o porquê do nome do drink só no outro dia quando acorda...

O famoso terremoto!

Eu, Marina, Rafa, Melissa (americana), Carol e Cris (mexicana) antes do terremoto...

Depois do abalo sísmico, tentando abrir os olhos.... 

Continuem comentando!


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Primeira viagem!

Logo no fim da minha primeira semana aqui em Santiago, surgiu uma oportunidade de viajar para Mendoza, Argentina. E como imaginei que viagens como essa seriam mais escassas, lembrei dos conselhos que recebi de aproveitar todas oportunidades assim e fui!

Amigos do trabalho até brincaram: "Nossa, vc gostou tanto do Chile que no primeiro final de semana já foi pra Argentina!" Brincadeiras à parte, quem tiver a oportunidade, vá conhecer a cidade! Adorei!!! Pessoas super gentis e solícitas (desde o senhor da banca de jornal à velhinha no ponto de ônibus), paisagens lindas, boa gastronomia, cidade aconchegante. Além disso, a companhia fez toda diferença: fomos eu, Cristina (trainee mexicana), Lívia (ex-trainee de Ribeirão Preto que foi contratada) e Marcos (ex-trainee mexicano que foi contratado).
 
Os quatro mosqueteiros

Viajamos de busão pela noite e foi tranquilo. Sair do Chile foi de boa, agora voltar....(aduana chilena é uma história que vou contar depois). Chegamos de manhãzinha pra procurar albergue (a cidade tem vários e tivemos que andar muito pra achar vaga) e logo fomos para fazer o passeio de bicicleta no "Caminho do Vinho" (fica a dica turística). É uma estrada cheia de vinhedos, restaurantes, fábricas de geléias e chocolates, cercada de plantações, povoado e paisagens super lindas. Resultado: você passa o dia pedalando e recupera todas as calorias (e um pouco mais) comendo super bem e tomando vinho. Vida boa, não?


Videira no "Museo del Vino"
Seria super tranquilo se não fosse pelo calor que estava fazendo. De tanto procurar algum lugar pra nos refrescar, encontrar um "riachinho" pra molhar os pés, e acabou servindo de parque aquático para os mais corajosos, no melhor estilo "favela" de ser! Para completar o estilo, quando voltamos ao albergue, descobrimos que apenas a Cris havia levado shampoo e detalhe: estava no finalzinho! Tivemos que fazer aquele truque de colocar água pra render e acabou dando certo!


Nosso parque aquático

De noite, saímos pela cidade e fomos comer parrillada, que seria um tipo de churrasco na brasa (com vários tipos de carnes - alguns que nem ousei perguntar o que era e nem experimentar). Como bons intercambistas, sempre buscamos a melhor relação custo-benefício e escolhemos "tenedor libre", ou seja, paga e come o quanto puder. Nem preciso dizer como ficamos depois dessa comilança...

 
 A famosa parrillada argentina....

 
E seu efeito colateral!

No outro dia, resolvemos passar a manhã descansando (depois de muito mal tratado pela intensa pedalada e pesada refeição do dia anterior, o corpo fez greve)  em um parque super grande e lindo chamado Parque San Martín. Vimos de tudo um pouco: famílias, cachorros, aula de ginástica e dança grátis, aula-demonstração de kendô (eu acho que era esse o nome...), atletas de remo, fontes com esculturas....Enfim, qualidade de vida e tranquilidade condensadas em um parque quase do tamanho do Ibirapuera dentro de uma cidade de 110.000 habitantes. Realmente a vida e o tempo correm de forma diferente lá.

 

 

A cidade oferece vários passeios recheados com esportes de aventura, desde trekking a paragliding, mas como estávamos com pouca grana e tempo, fica para uma próxima vez!

Lembra-se que eu mencionei a aduana chilena? Então, nunca vi uma tão cri-cri e burocrática! Eles revisam a bagagem de TODOS os passageiros do ônibus, colocando tudo em máquinas de raio-x e cães farejadores. Se você tiver algo de origem vegetal e animal sem ser processado (plantas, mel, carnes, artesanato...), tem que declarar. Se eles pegarem, a multa é pesadíssima! Esse trâmite acrescentou umas 3 horas na viagem. O mal humor passa logo porque falta ar (literalmente!) por causa da paisagem! O caminho é muito lindo, bem no alto da Cordilheira.

Pena que na foto não dá pra ver o quanto a água é azul!

Minha mão até coçou ao ver tanta pedra junta! Que saudades de escalar!
Fica aí a dica turística e acrescento mais alguns carimbos ao meu passaporte! =)

Mais fotos em: http://picasaweb.google.com.br/albumdaaline2/Mendonza?authkey=Gv1sRgCMHb9v-Pt_XKFg&feat=directlink